Ultimos cantos: poesias

Couverture
F. de Paula Brito, 1851 - 299 pages
 

Pages sélectionnées

Autres éditions - Tout afficher

Fréquemment cités

Page 16 - Como viveu; E o caçador que o avistou prostrado Esmoreceu! Que temes, ó guerreiro? Além dos Andes Revive o forte, Que soube ufano contrastar os medos Da fria morte.
Page 29 - Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o cobarde do forte; Pois choraste, meu filho não és!
Page 23 - Sobresteve o Tupi: - arfando em ondas O rebater do coração se ouvia Precipite. - Do rosto afogueado Gélidas bagas de suor corriam: Talvez que o assaltava um pensamento... Já não... que na enlutada fantasia, Um pesar, um martírio ao mesmo tempo, Do velho pai a moribunda imagem Quase bradar-lhe ouvia: "Ingrato! ingrato!
Page 31 - Posta ao sol, posta às chuvas e aos ventos, Padecendo os maiores tormentos, Onde possas a fronte pousar. Que a teus passos a relva se torre; Murchem prados, a flor desfaleça, E o regato que límpido corre, Mais te acenda o vesano...
Page 10 - Doce raio do sol que me dê vida. Sejam vales ou montes, lago ou terra, Onde quer que tu vás, ou dia ou noite, Vai seguindo após ti meu pensamento : Outro amor nunca tive; és meu, sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram, Não sentiram meus lábios outros lábios, Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas A arazóia na cinta me apertaram.
Page 33 - E os sons dos golpes que incessantes fervem. Vozes, gemidos, estertor de morte Vão longe pelas ermas serranias Da humana tempestade propagando Quantas vagas de povo enfurecido Contra um rochedo vivo se quebravam.
Page 24 - Ao vosso lado ; Aqui vos trago provisões : tomai-as, As vossas forças restaurai perdidas, E a caminho, e já...
Page 31 - Ao contacto dos lábios sedentos, Lago impuro de vermes nojentos, Donde fujas com asco e terror! "Sempre o céu, como um teto incendido, Creste e punja teus membros malditos E o oceano de pó denegrido Seja a terra ao ignavo tupi!
Page 36 - Tu és Marabá!" Meus olhos são garços, são cor das safiras, Têm luz das estrelas, têm meigo brilhar; Imitam as nuvens de um céu anilado, As cores imitam das vagas do mar! Se algum dos guerreiros não foge a meus passos: - "Teus olhos são garços.
Page 18 - Já vi cruas brigas, De tribos imigas, E as duras fadigas Da guerra provei: Nas ondas mendaces Senti pelas faces Os silvos fugaces Dos ventos que. amei. Andei longes terras, Lidei cruas guerras. Vaguei pelas serras Dos vis Aimorés; Vi lutas de bravos, Vi fortes — escravos!

Informations bibliographiques