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do uzo domestico, ficaria pertencendo ao Senhor Infante D. João: Confirmando juntamente e pelo mesmo modo a doação, que já tinha feito da Quinta de Queluz para o sobredito Senhor Infante.

« Tambem declarou, que já estava cumprida a sua vontade relativa ao augmentarem-se os rendimentos de alguas Capellas da Bemposta, por cujo motivo já não tinha lugar a verba testamentaria escrita no papel assignado por S. Magestade.

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Pelo que respeita á nova Quinta do Alfeite nada resolveu o mesmo senhor vocalmente, e posto que deu algumas demonstrações externas de que esta Quinta ficasse pertencendo ao Senhor Infante, com tudo não forão bastantes signaes para se afirmar sem escrupulo de consciencia, ser esta a sua ultima vontade.

«Tudo quanto acabo de relatar, he pura verdade, e por isso me assignei.

Palacio N. Sr. da Ajuda em 29 de Maio de 1786. -Fr. Jozé Mayne ».

Nas suas disposições testamentarias, legou D. Pedro III a seu filho o Infante D. João, a Quinta de Queluz, que em vida tanto amara, pedindo a seu filho que a conservasse e lhe dedicasse o mesmo grau de estima, conservando o culto e creados. O remanescente devia ser repartido entre seus filhos o Príncipe D. José e o dito Infante.

A 11 de Setembro de 1788 faleceu o Príncipe do Brasil, que tinha casado a 21 de Fevereiro de 1777 com sua tia a Infanta D. Maria Francisca Benedita, a quem se entregou metade da legítima paterna que tocara ao falecido Príncipe, competindo a outra metade à Rainha D. Maria I.

Depois da avaliação de todos os bens, e de se ter pro

cedido a um inventário geral e partilhas, efectuaram-se todos os pagamentos de dívidas e outras despesas; o líquido da herança computava em 1.518.912#474 5/6, metade foi para a Rainha, e a outra, depois de deduzida a terça para se cumprirem os legados na importância de 205.946 120, dividida pela forma seguinte: Ao então Príncipe D. João, a sua legítima importou em 276.755058, e a que competia ao Príncipe D. José importância igual à de D. João, dividida pela Rainha e Princesa viúva, em partes iguais.

A Real Quinta e Palácio de Queluz,. que foi legado, como já disse, ao Infante D. João, foi avaliado em 104 contos, com tôdas as suas pertenças.

Certo porém que nesta soma não entrava o recheio do do Palácio, pois só a prata existente foi avaliada em réis 102.865 306 que adiante se relatará.

O bosque e jardins com suas estátuas, lagos e cascatas, em 16 contos.

A quinta nova em 2.400 000 réis.

Uma mata com oliveiras em 3.600 000 réis.

O casal chamado do Príncipe Pio» em 20 contos.

Outro casal «O Chareco» em 1.056#000.

Outro «As Silveiras» em 4.300 000.

Outro «Do Moneta» em 8.40000.

CAPÍTULO VIII

A RAÍNHA D. MARIA I (1734-1816)
CONTINUAÇÃO DAS OBRAS (1786-1792)

A Raínha D. Maria I

D. Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana, seu nome de baptismo, que se realisou a 9 de Janeiro de 1735, nasceu em Lisboa a 17 de Dezembro de 1734, casou com seu tio o Infante D. Pedro, filho del-rei D. João V, a 6 de Junho de 1760, e faleceu no Rio de Janeiro a 20 de Março de 1816. Eram seus pais El-Rei D. José e a Rainha D. Mariana Vitória.

Depois do falecimento de seu tio e marido, D. Pedro III, ficou administrando a Casa do Infantado até às partilhas dos bens do falecido Rei.

A Rainha estimava-o muito e durante o seu reinado teve grandes desgostos. A violenta política que se desenrolou, a perda do marido, do adorado filho e do seu confessor Frei Inácio de S. Caetano (1), as grandes comoções

(1) Frei Ignacio de S. Caetano, Religioso da Ordem dos Carmelitas Descalços, Bispo de Penafiel, Arcebispo Titular de Thessalonica, Confessor da Rainha Senhora D. Maria I, Inquisidor Geral, etc.

Foi por indicação do Marquez de Pombal que Frei Inácio foi nomeado confessor da então Princesa da Beira; tinha muita confiança

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