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É esta Joaquina Maria da Conceição que os seus descendentes julgam irmã de Mariana Joaquina, mãe do Conde de Queluz, quando não só não pode ser, mas até se afigura de famílias muito diferentes.

Mariana Joaquina, mãe do Conde de Queluz, era de origem espanhola, filha de José Rodrigues Salgado e de Ana Joaquina êle natural de Grou do bispado de Ourense e Joaquina Maria da Conceição, mulher de Domingos Alves de Azevedo era de origem portuguesa, sendo o pai, do Lumiar, e a mãe, do Campo Grande.

Podiam ser amigas muito íntimas, como irmãs mesmo, mas irmãs de facto é que pelos registos de baptismo se garante que não. Mariana Joaquina, mãe do Conde de Queluz, nasceu em 1773 e casou com 21 anos em 1794. Joaquina Maria da Conceição, nasceu em 1776 casando com 21 anos em 1797.

Em todo o caso como pode ser que seja um dia encontrada ligação por qualquer outro lado, continuo a descrever esta família até hoje.

Do casamento de Domingos Alves de Azevedo com Joaquina Maria da Conceição nasceram :

3. D. Constânça Justa Rufina de Azevedo que segue. 3. D. Joaquina Henriqueta de Azevedo, que faleceu solteira em 19 de Abril de 1894, conforme consta de folhas 20 do livro respectivo dos assentos de óbito da freguezia de S. Sebastião da Pedreira.

3. D. Polyxena Rita de Azevedo, que nasceu em 27 de Junho de 1810, conforme consta de folhas 203 do livro respectivo da freguezia do Coração de Jesus de Lisboa. Morreu em 20 de Abril de 1899.

3. Silvério Álvares de Azevedo, que na crisma trocou o nome por Hermenegildo, morreu em 1863 na Quinta

dos Fonsecas em Palma de Cima e foi sepultado no cemitério ocidental. O seu óbito consta de folhas 127 do Livro 95 da freguezia de S. Sebastião da Pedreira.

3. D. Constança Justa Rufina de Azevedo, filha primogénita de Domingos Alves de Azevedo (2) e de sua mulher Joaquina Maria da Conceição; nasceu em Lisboa no dia 19 de Julho de 1815, conforme consta de folhas 261 do Livro 3.o da freguezia do Coração de Jesus. Morreu na freguezia da Senhora da Pena em 2 de Janeiro de 1876, tendo casado com António Maria Machado, que morou na Rua da Inveja onde morreu, e era filho de José António Machado e de sua mulher D. Maria Antónia da Pena.

António Maria Machado por decreto datado do Palácio das Necessidades de 18 de Agosto de 1834, foi promovido ao pôsto de Ajudante do 6.o Batalhão da Guarda Nacional do Segundo Distrito de Lisboa. Este pôsto foi confirmado pela Carta Patente passada em Cintra em 27 de Agôsto de 1836 e assinada por Agostinho José Freire.

Dêste casamento nasceram :

4.-D. Maria de Assunção de Azevedo Machado que segue.

4.-D. Maria Emília de Azevedo Machado que segue no parágrafo 1.o

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4. D. Maria das Dores de Azevedo Machado que nasceu em 28 de Março de 1845 e faleceu em 30 de Junho de 1889. Morava na Rua dos Douradores n.o 222-1.° em Lisboa.

4. -- D. Maria de Assunção de Azevedo Machado, filha primogénita de D. Constança Justa Rufina de Azevedo (3) e de seu marido António Maria Machado, nasceu

no dia 15 de Agosto de 1840 e morreu em 22 de Abril de 1886 na Rua dos Douradores n.o 222-1.°, tendo casado em 26 de Agosto de 1871, com Maurício Paulo Vitória dos Santos. Dêste casamento nasceram :

5.-D. Maria Isabel Azevedo Machado dos Santos, que nasceu em 3 de Julho de 1872 e vive solteira.

5.- António Maria de Azevedo Machado dos Santos que segue.

5. Augusto Zeferino de Azevedo Machado dos Santos que nasceu em 2 de Janeiro de 1882.

Casou em 2 de Abril de 1913 com D. Ofelia Elvira de Azevedo Reis. Nasceram dêste casamento dois filhos: Maurício António Azevedo Reis Machado Santos em 2 de Novembro de 1916 e Beatris Helena Azevedo Reis Machado Santos em 2 de Fevereiro de 1918.

5.- António Maria de Azevedo Machado dos Santos, filho primogénito de D. Maria de Assunção de Azevedo Machado (4) e do seu marido Maurício Paulo Vitória dos Santos, nasceu no dia 10 de Janeiro de 1875 na freguezia de Nossa Senhora da Pena em Lisboa.

Sentou praça em 29 de Outubro de 1891 em aspirante de Marinha de 2.a classe. Fez o curso da Administração Naval sendo promovido a aspirante de 1.a classe em 30 de Julho de 1892, a Comissário Naval de 3. classe em 5 de Janeiro de 1895, a Comissário de 2.a classe em 4 de Novembro de 1910, promovido por distinção a Capitão de Mar e Guerra da Administração Naval por decreto de 3 de Julho de 1911 da Assemblea Nacional Constituinte com a antiguidade a contar desde 5 de Outubro de 1910, por ter comandado as forças entrincheiradas na Rotunda, quando da Proclamação da República nesta última data.

Promovido por distinção a Contra Almirante da Admi

nistração Naval em 24 de Agôsto de 1917 e Vice-Almirante em 7 de Setembro seguinte por decreto de 17 de Dezembro de 1917.

A sua fôlha de serviços é enorme. Foi condecorado em 13 de Maio de 1905 com a medalha militar de prata da classe de comportamento exemplar. Com a medalha de prata «Rainha D. Amélia» por ter tomado parte nas operações da Guiné. Por decreto de 6 de Março de 1919 foi agraciado com o Grande Oficialato de Aviz, etc.

Foi Ministro do Interior por decreto de 11 de Dezembro de 1917. Ministro das Subsistências e Transportes por decreto de 9 de Março de 1918, e Secretário de Estado das Subsistências e Transportes, por decreto de 15 de Maio do mesmo ano. Faleceu em 19 de Outubro de 1921 vítima de ferimentos que recebeu durante os acontecimentos dêste dia.

Casou com D. Beatriz Estefânia de Oliveira em 29 de Julho de 1899.

Dêste casamento houve :

6. Augusto de Oliveira Machado dos Santos, que nasceu em 26 de Março de 1900.

Vejamos a sua árvore de costado:

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